III Encontro de Professores APM-IE

 

Apresentação do Encontro

O terceiro encontro de professores organizado pela Associação de Professores de Matemática e o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, no âmbito de um protocolo de colaboração entre estas instituições, será dedicado à flexibilidade curricular em Matemática nos diferentes níveis de escolaridade, num momento em que este tema está na ordem do dia, assumindo-se também como um tempo e um espaço de formação de professores.

Pretende-se, com este encontro, aprofundar a reflexão e o debate sobre questões relativas à flexibilidade curricular em Matemática, nomeadamente no que se refere ao Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC). Com esta finalidade, o Programa do encontro tem três Sessões plenárias — uma conferência seguida de debate, uma apresentação do PAFC, um painel de reflexão sobre experiências em desenvolvimento — e sessões paralelas de Grupos de Discussão por ciclos de escolaridade.

O encontro realiza-se em Lisboa no Instituto de Educação, a 5 de maio de 2018, entre as 9h30 e as 17h30.

A Associação de Professores da Matemática e o Instituto de Educação convidam à participação os professores do ensino básico e do ensino secundário, a quem o encontro é particularmente dirigido.

O encontro será certificado como ação de curta duração (Despacho n.º 5741/2015 Artigo 3.º).

Na informação sobre as inscrições poderá consultar os preços do encontro e proceder à sua inscrição.

 

Programa do encontro

 


Sessões Plenárias

9:15

Flexibilidade curricular: percursos e desafios

Mónica Baptista, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa 

Resumo:

Nos últimos tempos temos vindo a assistir a uma ampla discussão sobre a gestão do currículo de forma flexível e contextualizada, no ensino básico e secundário. Esta orientação apoia-se na ideia de que é essencial que os alunos desenvolvam competências complexas que lhes permita, entre outros aspetos, dar resposta a problemas com que se deparam no seu dia a dia. Contudo, a sua concretização levanta vários desafios e implica uma reconfiguração do modo de trabalho dos professores e do papel dos alunos. Mas, como podem os professores dar resposta a esses desafios? Existem múltiplas respostas para a questão. No contexto atual, os professores têm que criar situações de aprendizagem que sejam apelativas, relevantes e significativas para os alunos, que os envolva na sua própria aprendizagem (no ensino formal e não formal), como são disso exemplo o trabalho de projeto, as tarefas de investigação e a resolução de problemas. Ademais, há necessidade de repensar a hegemonia do saber compartimentado e de promover lógicas de articulação curricular, enquanto estratégias promotoras de relação entre disciplinas e conteúdos (e.g., multidisciplinaridade, interdisciplinaridade ou transdisciplinaridade). E, dentro da mesma área de saber, como podem os professores dar resposta aos desafios? A interligação dos saberes pode seguir uma lógica de espiral que permite, de uma forma gradual, aprofundar os conteúdos e aumentar o nível de complexidade (intradisciplinariedade). Mas em que medida estamos a caminhar neste sentido? Como estamos a usar o que aprendemos com o movimento de flexibilização curricular do Projeto de “Gestão Flexível do Currículo” dos finais dos anos 90? De que modo estes processos de flexibilização se traduzem em melhores aprendizagens dos nossos alunos? Estas serão algumas das questões que sustentarão esta intervenção.

10:45

O papel da Matemática num processo de Autonomia e Flexibilidade Curricular

Nádia Ferreira, Direção Geral da Educação

Resumo:

A universalização de uma escolaridade alargada de 12 anos e o reconhecimento da importância de um currículo comum de 9 anos são duas das prioridades nacionais que lançam desafios que comprometem toda a comunidade educativa e, de um modo especial, a escola.

Na prossecução destes objetivos, o sistema educativo português tem procurado dinamizar a adoção de respostas educativas e a implementação de metodologias de ensino-aprendizagem diversificadas de modo que todos os alunos, adquirindo as aprendizagens essenciais, desenvolvam as competências necessárias para uma cidadania integral. Neste enquadramento e visando a operacionalização das competências definidas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória foi criado pelo Despacho n.º 5908/2017, de 5 de julho, em regime de experiência pedagógica, o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC). Este confere às escolas a possibilidade de serem agentes no desenvolvimento curricular. Como tal cada Escola, de acordo com o seu projeto educativo, das características das turmas e dos alunos, estabelece prioridades na gestão do currículo, assumindo a diversidade dos contextos na definição de opções curriculares, sustentando deste modo, uma autonomia alicerçada na confiança e responsabilidade depositada em cada Escola.

Este processo de desenvolvimento curricular convoca os professores das diferentes disciplinas, e especificamente os professores de Matemática, a (re)pensarem as suas práticas e a estabelecer conexões entre disciplinas e entre as diferentes aprendizagens do espaço disciplinar. Assim, aos professores de Matemática é pedido a constituição de uma prática centrada nos alunos, onde a diferenciação pedagógica assume um papel preponderante na constituição de práticas pedagógicas inclusivas diversificando o tipo de tarefas e acompanhando as progressões de aprendizagens de todos e de cada aluno. De modo à explicitação, do que é esperado de cada aluno, aos envolvidos, importa desenvolver práticas de avaliação integradas na prática letiva e onde o natureza formativa da avaliação é fundamental.

 

16:00

Painel de síntese final e Sessão de encerramento

Rui Candeias, Agrupamento de Escolas Terras de Larus /UIED FCT-UNL, 1.ºCEB

Renata Carvalho, CFAPM / UIDEF do Instituto de Educação – UL, 2.ºCEB

Ana Cristina Tudella, APM, 3.ºCEB

Teresa Moreira, Escola Secundária de Camões, Lisboa, Ensino Secundário

 

Lurdes Figueiral, Presidente da Direção da APM

João Costa, Secretário de Estado da Educação

Luís Miguel Carvalho, Diretor do Instituto de Educação – UL


Grupos de Discussão

No encontro Flexibilidade curricular em Matemática: perspetivas, experiências, interrogações, os grupos de discussão têm como objetivo proporcionar aos participantes, por nível de ensino, um espaço de partilha e debate acerca do modo como a flexibilidade curricular está a ser implementada em Matemática, ou seja, como está a ser realizada a gestão do programa de matemática e das aprendizagens essenciais e de como esta se está a articular com outras áreas no âmbito do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC). Professores de várias escolas integrados no PAFC irão partilhar práticas e experiências nos 1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos. Neste sentido, cada participante deverá inscrever-se no encontro de acordo com o ano e nível de ensino do grupo de discussão em que pretende participar.

 


Inscrições

Destinatários:

professores dos grupos 110, 230 e 500

doutorandos e mestrandos na área do ensino da matemática

 

Preços:

sócios da APM com estatuto de estudantes – gratuito

estudantes do IE-UL – gratuito

estudantes de outras instituições – 10,00€

sócios da APM – 10,00€

professores de escolas associadas da APM – 15,00€

professores não associados – 20,00€

 

Prazos:

Data limite de inscrição: 29 de abril, sujeita a limite de número de inscrições

Nota: deve inscrever-se de acordo com o nível de ensino do Grupo de Discussão em que pretende participar, clicando no botão respetivo

Comissão organizadora

Ana Cláudia Henriques (IE-UL)

Ana Cristina Tudella (APM)

Hélia Oliveira (IE-UL)

Henrique Manuel Guimarães (IE-UL)

João Pedro da Ponte (IE-UL)

Lurdes Figueiral (APM)

Renata Carvalho (APM)

Teresa Moreira (APM)

 

 

 

 

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